Marjorie Avelar
Unir o útil ao agradável. Nunca
um jargão caiu tão bem para um projeto
empreendedor e pioneiro
na América Latina, desenvolvido
há dois anos por um goiano: o publicitário
Marlos de Souza e Silva, 38. Ele aproveitou
duas paixões – a bicicleta
e a mecânica – para criar
uma ebike, que pertence à terceira
geração de bicicletas
elétricas e vem conquistando
as ruas de Goiânia.
Segundo o idealizador da versão,
a novidade está no motor magnético
de tecnologia brushless (sem escovas),
cuja adaptação aproveita
todas as marchas do veículo,
ou seja, é instalado diretamente
nas correntes. “A primeira geração
tinha motores elétricos adaptados
por roletes, acionados diretamente
nos pneus, o que não oferecia bom desempenho.
A segunda tinha motores ligados
ao cubo e também não aproveitava
a geometria da bicicleta”,
informou Marlos. A diferença
da nova ebike é o alto desempenho,
com velocidade que vai de 35 a 70 quilômetros
por hora, dependendo do modelo,
que pode ser de duas ou três rodas (triciclo).
O preço também é acessível,
considerando que cada quilômetro
rodado custa R$ 0,01 para o usuário.
O kit completo – adaptável
na bicicleta convencional e que
pode ser instalado seguindo um
manual de instruções – custa
em média R$ 1,7 mil. A bicicleta
montada de duas rodas sai por R$ 2.490
e o triciclo por R$ 2.990. “Em tempos
de caos no trânsito e combustível
em alta, a ebike é uma alternativa
ecológica e economicamente
correta”, defendeu Marlos.
Para o estudante Bruno Malta
Borges, de 22 anos, que não é muito “fã” de
motocicletas, a ebike é uma boa
opção para quem quer andar até 40
quilômetros, com apenas uma carga
de bateria por vez. Sempre que vem a Goiânia – ele
estuda em Londrina (PR) –, o rapaz
aproveita para dar umas voltas na bicicleta
elétrica comprada pelo pai,
há um ano. “Sempre fui apaixonado
por bicicletas. É bom porque posso
andar em uma bike com velocidade de
moto, mas sem os riscos que esta oferece”,
salientou, que faz questão de sair
de casa levando um capacete. “Apesar
da segurança, os acessórios
de proteção são indispensáveis”,
ressaltou Bruno.
EFICIÊNCIA
De acordo com Marlos, a ebike trabalha
com 97% de eficiência energética,
pois praticamente não tem perda
mecânica por atrito e aquecimentos
típicos dos demais veículos
motorizados, como carros e motos.
Há modelos de bicicletas elétricas,
no caso dos triciclos, que podem suportar
um peso de até 150 quilos. Como o projeto
está acabado, agora seu idealizador
está investindo em acessórios. “Já temos
bicicletas que podem levar até mesmo
deficientes físicos que andam
de cadeiras de rodas. A diferença é que
elas são mais baixas para facilitar
o acesso”, destacou.
Segundo Marlos, a vida útil da bateria
da bicicleta elétrica – que
pode ser convencional, semelhante à de
um nobreak, ou de lítio – tem durabilidade
de até cinco anos. E o estudante
Bruno Malta garante: carregála
não impacta na conta de energia. “Como
temos de recarregar por quatro horas,
esse tempo equivale ao do carregamento
de um celular. O custo é mínimo”,
informou.
Fonte: http://www.hojenoticia.com.br/editoria_materia.php?id=16909